A. Rita Amaral
Resumo:: Ao longo dos séculos, a repressão e a violência contra as mulheres em sociedades patriarcais deixaram marcas profundas na psique feminina, forçando-as a adotarem papéis submissos e obedientes. Apesar de os movimentos feministas terem trazido uma maior liberdade e capacidade de escolha, as mulheres continuam presas a papeis que geram conflitos internos e uma constante sensação de inadequação. Na prática clínica, muitas mulheres apresentam sintomas como a falta de autoestima e de confiança, decorrentes da repressão histórica das suas capacidades, sabedoria e força. Repressão essa que originou uma sombra coletiva mas também pessoal, com aspectos positivos e negativos. Como parte do processo de individuação da mulher, é imperativo que a integração da sombra feminina seja conduzida através de uma abordagem que inclua a sua dualidade, muitas vezes em conflito. Neste artigo o conceito do arquétipo da Grande Mãe é abordado por este conter em si ambos os aspectos positivos (nutridores) e negativos (destrutivos) do feminino.
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